quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ano novo, vida... igual

Chega o 31 de Dezembro e cumpre-se o ritual das 12 passas. Com elas, os 12 desejos para o novo ano. Como se costuma dizer “ano novo, vida nova” mas a verdade é que os dias do novo ano sucedem-se, continuando estranhamente parecidos aos do ano anterior. As decisões tomadas, os planos traçados... rapidamente caem por terra e as coisas continuam exactamente iguais.
Não acredito nas grandes decisões aliadas às enormes listas de planos difíceis de atingir. Um bom começo talvez seja, com alguma dose de imaginação, força de vontade e capacidade de inovar, ir promovendo pequenas mudanças no dia-a-dia. Claro que há certas coisas que não podemos mudar mas podermos e devemos, pelo menos, “mudar-lhes a embalagem”.
E assim se reinventa a rotina!

Treze dicas para viver melhor:

- Elogia quem merece
- Não te inibas de dizer obrigada
- Diz a quem gostas "gosto de ti"
- Não chegues atrasado e muito menos faltes sem ter um verdadeiro motivo
- Usa e abusa dos beijos, abraços e mimos
- Faz voluntariado
- Experimenta coisas novas
- Sê optimista
- Sorri mais e ri ainda mais
- Não andes sempre tão à pressa
- Vai ver um nascer do Sol
- Aproveita mais a vida ao ar livre
- Deixa de dizer "qualquer dia", "havemos de", "um dia destes" ou "não tenho tempo"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Teoria do frasco



“Um professor durante a sua aula de filosofia, sem dizer uma palavra, pegou num frasco e encheu-o com bolas de golfe.

A seguir perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Os estudantes responderam que sim.
Então, o professor pegou numa caixa cheia de caricas e meteu-as no frasco. As caricas encheram os espaços vazios entre as bolas de golfe.

O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Novamente, o professor pegou noutra caixa. Uma caixa cheia de areia que esvaziou para dentro do frasco. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e, mais uma vez, o professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Sim, voltou a ser a resposta.

De seguida, o professor acrescentou 2 chávenas de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia.”

Acho que esta “teoria do frasco” metaforiza bem o sentido da vida, no que diz respeito à gestão de prioridades.

As bolas de golfe são as coisas importantes, como a família, a saúde e os amigos. São coisas que, mesmo se perdêssemos tudo o resto, fariam com que as nossas vidas continuassem cheias. Tudo o resto vem por acréscimo!

Hoje em dia, cada vez mais, noto uma crise de valores e de sentimentos nas pessoas. Investem tempo e energia em coisas pequenas e depois não sobra espaço para as coisas realmente importantes. Acho que é por isso que os portugueses são o segundo povo menos satisfeito com a vida entre os 30 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

Temos de agarrar o nosso tempo e passá-lo mais com as pessoas que são mais próximas do nosso coração. Se morrermos amanhã, a empresa onde trabalhamos pode facilmente substituir-nos numa questão de horas. Mas a família e os amigos que deixamos para trás vão sentir a nossa perda para o resto da vida.

E, mesmo quando o frasco parece estar cheio de bolas, caricas e areia, arranja-se sempre espaço para um café com um amigo!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Assim vão os dinheiros públicos


E ainda se diz que Portugal não apoia a cultura. Então não apoia?! Mais de 700 mil euros investidos pelo Miguel Graça Moura em prol da Associação Música, Educação e Cultura. Viagens pela Tailândia, pelo Quénia e pelas ilhas Maurícias, passeios de helicóptero e de balão, refeições, lingerie, jóias, charutos, livros e até uma revista Playboy. Isto não é cultura?!
É cultura e da mais requintada!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Criatividade como ferramenta de gestão


Li algures que “a análise dos resultados de uma empresa deverá ser realizada, a partir de dois elementos: por um lado, através das suas margens de lucro, por outro, tendo em conta a qualidade de vida que proporciona aos seus trabalhadores, dentro e fora do local de trabalho”.

Eu acredito que ambos estão interligados e que um depende do outro. Só não sei qual o motivo que leva muitos empresários ainda continuarem a tratar o seu capital humano como peças de um tabuleiro de xadrez, em vez de verdadeiros colaboradores.
A concentração e a produtividade aumentam quando os trabalhadores estão descontraídos, tranquilos e motivados. Ora, se os empresários investirem na criação de boas condições para os seus colaboradores, só vão ganhar maior motivação e empenho por parte destes. Além disso, esse investimento ainda contribui para a diminuição do absentismo e para a valorização da imagem da empresa.

Algumas ideias são mais simples, outras menos, umas mais dispendiosas e outras que pouco ou nada custam. Parabéns às empresas que usam a criatividade como ferramenta de gestão e apostam em medidas de conciliação entre vida profissional e vida familiar. Optimizam o grau de satisfação dos trabalhadores e contribuem para a melhoria do ambiente de trabalho na empresa.

Partilho algumas medidas que considero interessantes. Não são ideias minhas, são fórmulas já implementadas em empresas nacionais e/ou estrangeiras.

  • Conversão do dia de aniversário de cada colaborador em dia de folga
  • Implementação de trabalhos em part-time para todos os níveis da carreira
  • Criação de regimes flexíveis de horários de trabalho de acordo com as necessidades pessoais e responsabilidades familiares dos trabalhadores, seja a possibilidade de concentrar o tempo normal de trabalho em menor número de dias, permitir flexibilidade no horário de entrada ou na duração do período de almoço, criar o “banco de horas”
  • Criação de serviços de apoio à vida familiar ou, pelo menos, criação de parcerias com empresas nessas áreas  (creches, serviços de assistência a idosos, lavandarias, engomadorias, restaurantes, operadores de transportes públicos, babysitting)
  • Flexibilização nas formas de trabalho, por exemplo possibilidade do trabalho a partir de casa
  • Existência de licenças para apoio à família com duração superior às previstas na legislação
  • Criação de um “manual de acolhimento”
  • Tentativa de evitar reuniões e acções de formação fora do horário laboral
  • Supressão de reuniões longas, ineficazes e improdutivas
  • Criação de espaço de lazer/ convívio dentro da empresa
  • Dinamização de uma rede de comunicação interna
  • Organização de sessões de criatividade como o brainstorming e o brainwriting 
  • Implementação de “concursos de ideias” que envolvam a participação de todos
  • Promoção de acções de formação e aprendizagem contínua

São apenas alguns exemplos.
Quem quer, arranja maneira. Quem não quer, arranja desculpas.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Os melhores presentes nunca vêm embrulhados

Mesmo com a crise na ordem do dia, vivemos num consumismo exacerbado. Noto isso especialmente no que diz respeito às crianças. Brinquedos que se multiplicam e que dão origem a quartos cheios, entupidos de tralha a que, muitas vezes, as crianças nem ligam.  Para mim faz muito mais sentido a oferta de experiências: uma ida ao teatro, ao museu, ao Jardim Zoológico, ao parque infantil, um piquenique, um fim-de-semana a acampar... Já que se quer gastar dinheiro, que se invista em coisas de qualidade. Hoje em dia a oferta é tão vasta e em áreas tão distintas que é possível agradar de certeza até ao mais exigente dos espíritos. Os melhores brinquedos das crianças são os pais, a família, os amigos e o tempo que estes lhes dispensam!
Mesmo no “mundo dos crescidos” isso continua a fazer sentido. Imagine, em vez de no aniversário ou no Natal receber uma caixa de bombons ou um daqueles bibelots fantásticos, receber tempo. Ou, em detrimento de horas e horas perdidas nas habituais compras de Natal, oferecer vales de tempo. É bom para quem dá e para quem recebe. E ainda se poupa dinheiro!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O fantástico mundo dos centros comerciais

Não consigo perceber como é que Portugal, sendo um dos países da Europa com mais horas de sol, é também um dos que tem maior número de centros comerciais por metro quadrado. É ver as famílias a calcorrear os centros comerciais de ponta a ponta, desperdiçando belos dias de sol em detrimento das luzes artificiais dos espaços de consumo! Não percebo...

Deixo uma lista de alguns espaços verdes em Lisboa, que costumo frequentar. Pode ser que abra o apetite:

Estufa Fria, no Parque Eduardo VII
Jardim Amália Rodrigues
Jardim da Estrela
Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian
Jardim da Praça do Império (Belém)
Jardim de São Pedro de Alcântara
Jardim do Arco Cego
Jardim do Campo Grande
Jardim do Príncipe Real
Parque da Bela Vista
Parque da Bensaúde
Parque dos Moinhos de Santana
Parque Florestal de Monsanto
Parque José Gomes Ferreira (Mata de Alvalade)
Tapada das Necessidades

E, se quiserem espaços fechados, os museus e as bibliotecas também são uma boa opção. Aí sempre se aprende alguma coisa!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

"Não tenho tempo”

"Não tenho tempo","qualquer dia", "havemos de", "um dia destes"... tudo expressões que me irritam! A sério, irritam-me mesmo! Ainda mais quando são repetidas de forma sistemática por tanta gente. Sim, o dia só tem 24 horas e pode haver dias em que parece que precisaríamos de mais horas para fazer tudo. Mas sempre?? Só podem estar a gozar com a geração dos nossos avós... Agora, temos microondas, máquina de lavar louça, máquina de lavar roupa, fraldas descartáveis. Existe a internet, telemóveis e já toda a gente tem carro, ou acesso aos transportes públicos. Não deveriam estas invenções funcionar como facilitadores de vida?! Acho que as pessoas complicam demais! (Sobre)Vivem em função das coisas ditas urgentes e esquecem-se das verdadeiramente importantes. Passam horas a mais no trabalho (muitas vezes a não fazer nada, só porque "parece mal sair a horas"). Perdem horas atrás do volante, muitas vezes com a preguiça de usar os transportes públicos e assim substituem a leitura de um livro, a conversa com outros passageiros, ou apenas a paz de não fazer nada, pelas arrelias do “pára arranca”, buzinadelas e outras coisas divertidíssimas das horas de ponta. Passam horas a olhar para o facebook, umas vezes a cuscar as fotos do namorado da ex-namorada, ou do marido da chefe, ou das férias do vizinho... Ou então a anunciar que já têm unhas de gel novas ou outras coisas igualmente interessantes. Perdem horas de conversa em família em frente à televisão.
No meio deste emaranhado de coisas, lá vão as importantes ficando para trás. Tempo para brincar com os filhos, continuar a namorar com o marido, sair com os amigos, ir ao teatro, fazer um piquenique em família, passar o fim de tarde no parque, ir a um jardim, fazer voluntariado, ler um bom livro, passear, estar em família sem o barulho de fundo da televisão...
Enfim!