terça-feira, 25 de setembro de 2012

Criatividade como ferramenta de gestão


Li algures que “a análise dos resultados de uma empresa deverá ser realizada, a partir de dois elementos: por um lado, através das suas margens de lucro, por outro, tendo em conta a qualidade de vida que proporciona aos seus trabalhadores, dentro e fora do local de trabalho”.

Eu acredito que ambos estão interligados e que um depende do outro. Só não sei qual o motivo que leva muitos empresários ainda continuarem a tratar o seu capital humano como peças de um tabuleiro de xadrez, em vez de verdadeiros colaboradores.
A concentração e a produtividade aumentam quando os trabalhadores estão descontraídos, tranquilos e motivados. Ora, se os empresários investirem na criação de boas condições para os seus colaboradores, só vão ganhar maior motivação e empenho por parte destes. Além disso, esse investimento ainda contribui para a diminuição do absentismo e para a valorização da imagem da empresa.

Algumas ideias são mais simples, outras menos, umas mais dispendiosas e outras que pouco ou nada custam. Parabéns às empresas que usam a criatividade como ferramenta de gestão e apostam em medidas de conciliação entre vida profissional e vida familiar. Optimizam o grau de satisfação dos trabalhadores e contribuem para a melhoria do ambiente de trabalho na empresa.

Partilho algumas medidas que considero interessantes. Não são ideias minhas, são fórmulas já implementadas em empresas nacionais e/ou estrangeiras.

  • Conversão do dia de aniversário de cada colaborador em dia de folga
  • Implementação de trabalhos em part-time para todos os níveis da carreira
  • Criação de regimes flexíveis de horários de trabalho de acordo com as necessidades pessoais e responsabilidades familiares dos trabalhadores, seja a possibilidade de concentrar o tempo normal de trabalho em menor número de dias, permitir flexibilidade no horário de entrada ou na duração do período de almoço, criar o “banco de horas”
  • Criação de serviços de apoio à vida familiar ou, pelo menos, criação de parcerias com empresas nessas áreas  (creches, serviços de assistência a idosos, lavandarias, engomadorias, restaurantes, operadores de transportes públicos, babysitting)
  • Flexibilização nas formas de trabalho, por exemplo possibilidade do trabalho a partir de casa
  • Existência de licenças para apoio à família com duração superior às previstas na legislação
  • Criação de um “manual de acolhimento”
  • Tentativa de evitar reuniões e acções de formação fora do horário laboral
  • Supressão de reuniões longas, ineficazes e improdutivas
  • Criação de espaço de lazer/ convívio dentro da empresa
  • Dinamização de uma rede de comunicação interna
  • Organização de sessões de criatividade como o brainstorming e o brainwriting 
  • Implementação de “concursos de ideias” que envolvam a participação de todos
  • Promoção de acções de formação e aprendizagem contínua

São apenas alguns exemplos.
Quem quer, arranja maneira. Quem não quer, arranja desculpas.

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